
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), não deixou barato e ironizou Rui Costa (PT) após o ministro da Casa Civil tentar responsabilizá-lo pela morte de Adinailza Souza, de 42 anos, na UPA de Pau Miúdo. “Se minha gestão precisar de algum conselho na área de oxigênio, respirador e falta de ar, pode ter certeza que eu vou recorrer a ele. Porque ele é o maior especialista nessa área na Bahia”, disparou o prefeito, lembrando do escândalo dos respiradores.
O ex-governador, que hoje faz parte do governo do ex-presidiário Lula, autorizou a compra de 300 respiradores de uma empresa sem nenhuma experiência e torrou R$ 48 milhões do povo nordestino sem receber nenhum aparelho.
A acusação de Rui Costa contra Bruno Reis soa como ironia vinda de alguém que presidiu o Consórcio Nordeste e permitiu o maior rombo da história da Bahia. O dinheiro nunca foi devolvido, e o caso segue sem solução. A empresa contratada, Hempcare, especializada em maconha, foi escolhida para intermediar a compra, e os baianos ficaram sem respiradores em plena pandemia.
Agora, Rui tenta desviar a atenção atacando a gestão municipal, sem assumir sua responsabilidade no escândalo.
O caso da UPA de Pau Miúdo ocorreu no dia 11 de março, quando Adinailza chegou ao local com crise de falta de ar. Os familiares alegam que ela esperou três horas para ser atendida, enquanto funcionários não apareciam. Bruno Reis, no entanto, rebateu e garantiu que “os vídeos estão aí e comprovam. Teve todo o atendimento. Infelizmente, a gente lamenta, sente a perda de uma vida.”
A Prefeitura de Salvador reafirma que a assistência foi prestada e não houve negligência.
Enquanto Rui Costa ataca Bruno Reis, os baianos seguem esperando pelo dinheiro dos respiradores que nunca chegaram. O petista, que já deixou a Bahia mergulhada no caos da violência e na crise na saúde, agora quer posar de defensor dos mais pobres, mas esquece do rastro de escândalos que deixou para trás.
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