
A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD mudou o tabuleiro político da Bahia e abriu uma avenida para a oposição. Com Caiado forte na disputa presidencial dentro do partido, à frente de nomes como Eduardo Leite e Ratinho Jr, o senador Angelo Coronel deixou de ser figurante e voltou ao centro do jogo, agora com força real para disputar a reeleição ao Senado fora da órbita do incompetente Jerônimo Rodrigues.
Entenda. O PSD nacional não deve impedir Otto Alencar de votar em Lula na Bahia, mas também não aceitará que Ângelo Coronel seja descartado da chapa. Pelo contrário. A tendência é estimular Coronel numa aliança direta com ACM Neto, que já havia assumido o compromisso de apoiar Caiado ainda quando ele estava no União Brasil.
Um aliado próximo de Neto resumiu a equação: “Neto pode votar no candidato do PSD a presidente, desde que Coronel esteja na chapa ao Senado”.
Esse movimento amplia o isolamento político de Jerônimo Rodrigues. Cálculos feitos por aliados de ACM Neto indicam que, com três palanques competitivos contra Lula no estado (PSD, PL e Novo), o presidente dificilmente repetirá o desempenho de 2022, quando conseguiu transferir votos e garantir a eleição do petista.
Naquela disputa, Neto chegou a captar cerca de 20% do eleitorado “lulista” baiano, dado que hoje pesa ainda mais contra o governo do descondensado petista.
Internamente, Otto Alencar tenta manter o discurso de controle do PSD na Bahia, mas a realidade mostra outra coisa. Kassab já interveio em ao menos cinco diretórios estaduais nos últimos meses, e o fortalecimento de Coronel é visto como uma ameaça direta à hegemonia de Otto. Não à toa, pesquisas internas do governo apontam que uma eventual saída… ou afastamento de Coronel da base enfraquece Jerônimo e ainda tira votos de Jaques Wagner e Rui Costa, agravando o cenário de isolamento do PT no estado.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1
Petistas inúteis