
O município de Camaçari está novamente no centro de uma tempestade de irregularidades que cabem sob lupa: segundo relatório da Controladoria‑Geral da União (CGU), há suspeitas de superfaturamento e falhas graves em obras de drenagem financiadas com recursos de “emendas Pix”.
O documento aponta que, dos cerca de R$ 15 milhões repassados ao município entre fevereiro e abril deste ano, ao menos R$ 8 milhões apresentaram graves problemas: como contratos firmados sem projeto básico ou plano de trabalho, desvio de objetos contratados ou materiais incompatíveis com o previsto.
Essas irregularidades incluem casos específicos como a obra na Rua Carajás, onde foi construída uma ponte sobre galerias sem fundações adequadas: algo considerado “temerário” pela CGU.
Além disso, a situação ganha contornos ainda mais graves: em setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Flávio Dino, suspendeu o repasse de emendas PUX para nove municípios que mais receberam esse tipo de verba (entre eles Camaçari), totalizando cerca de R$ 670 milhões suspensos.
Camaçari era vista como pólo de crescimento na Região Metropolitana de Salvador, mas agora a dúvida que paira é: quem vai prestar conta e garantir que o dinheiro público sirva ao povo e não a grupos ou interesses obscuros? Fica o alerta: a transparência não é detalhe: é exigência básica.
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(Com informações da Gazeta do Povo e BNews)
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