
O presidente da Câmara de Salvador, Leo Prates (DEM), informou na segunda-feira (22), que vai ingressar com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para questionar se os projetos do Executivo municipal, como o Revitalizar, devem ocorrer em uma ou duas votações, já que a bancada da oposição entrou com mandado de segurança no TJ-BA para contestar a votação do projeto em questão no qual a decisão deve ser judicializada.
Leo Prates voltou a defender “absoluta legalidade” na tramitação do Revitalizar, ao seguir e obedecer “rigorosamente” o Regimento Interno da Casa.
“O projeto sobrestou a pauta da Ordem do Dia no dia 11 de abril e a partir de 11 de abril senão houvesse nenhum parecer, eu tinha obrigação regimental de incluir, mesmo que a CCJ não tivesse emitido parecer. Estamos tomando todo o zelo em relação a tramitação dos projetos na Câmara. Nós estamos cumprindo o Regimento Interno, que diz que a tramitação se dá em uma votação apenas quando tiver regime de urgência, que era o caso. Estamos absolutamente tranquilos por que nós melhoramos o processo legislativo da Câmara com a criação do Colegiado das Comissões, com a divulgação das reuniões de Comissão. Ao contrário. O Regimento Interno diz que o projeto só deveria tramitar na Comissão de Constituição e Justiça e Orçamento (CCJ) e Orçamento. É a unica tramitação mínima exigida.
Prates contestou o argumento alegado e apresentado pelos vereadores da oposição de que houve cerceamento do debate sobre a tramitação do projeto, inclusive, em algumas das Comissões específicas da Casa.
“No meu entender, não há que se falar em cerceamento do direito da oposição. Nunca houve na história desta Câmara o respeito pelo direito a oposição”, rebate Prates.
O presidente disse ainda que o judiciário é um direito da oposição, mas critica o fato de não ter sido ouvido pela justiça. Prates adiantou que vai seguir a decisao da justiça sobre o trâmite da votação do projeto. “Jamais vou cercear o direito de qualquer cidadão. O que eu acho é que apesar da justiça não ter obrigação legal de me ouvir é que eu poderia ser ouvido nessa questão. Eu nunca me furtei e todas as vezes que somos chamados pela justiça prestamos os devidos esclarecimentos. Eu acato a decisão da justiça, mas eu não consigo entender, porque acho que é uma injustiça com o trabalho que nós estamos fazendo aqui na Casa no melhoramento do processo legislativo. Não há nenhuma crítica a desembargadora. Ela está no papel dela. Eu acho que o Tribunal de Justiça cumpre o seu papel. É importante para a democracia o Tribunal de Justiça. Decisão judicial não se discute, se cumpre, mas eu gostaria de ser ouvido”, disse Prates.
Rafael Santana
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