O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, está no olho do furacão, e quem sopra são alguns deputados. Pois é, nada é tão estável quanto parece em Brasília.
A polêmica começou por conta do ato antidemocrático do dia 8 de janeiro, quando vários prédios públicos tiveram suas portas forçadas e seus interiores danificados. O epicentro da discussão? As imagens das câmeras internas do Palácio do Planalto. O presidente da comissão que investiga os atos, deputado federal Arthur Maia, solicitou essas gravações para aprofundar as investigações. Mas o que ele recebeu foram imagens de apenas duas câmeras.

Dino tentou justificar dizendo que a empresa responsável pelo serviço apagou as outras imagens. Segundo ele, o contrato não cobria o armazenamento prolongado desses registros, e as imagens preservadas foram apenas aquelas solicitadas pelas autoridades policiais.
A oposição, claro, não comprou essa história e levantou a bandeira de “fortes indícios de conduta ativa de exclusão das imagens”. E é aí que a coisa fica séria. Se for verdade, Dino poderia ser acusado de fraude processual.
Deputados como o Coronel Assis, Rodrigo Valadares, Sargento Fahur e Pezenti assinaram o pedido de impeachment de Dino.
Será que o governo Lula, com sua base supostamente sólida, enfrentará mais divisões?
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