Javier Milei, o candidato que anda sacudindo a corrida presidencial argentina, não tem papas na língua. Recentemente, ele deu o que falar ao ser questionado sobre uma eventual relação entre sua gestão e o governo socialista espanhol. Ele foi categórico: “Os socialistas não são defensores da liberdade”. E deixou no ar a pergunta: estaria ele se referindo ao nosso querido Brasil também?
Mas Milei não parou por aí. Ele já deixou claro que, em sua visão, o Mercosul “deve ser eliminado”. E mais: nem pense que, sob seu comando, a Argentina vai aderir ao Brics ampliado. Isso mesmo, aquele bloco econômico que ganhou um novo membro graças a um empurrãozinho de Lula.

O que se comenta nos corredores de Brasília é que essas declarações de Milei causaram certo desconforto. Afinal, Brasil e Argentina sempre tiveram uma relação de amor e ódio, mas, no fim das contas, são parceiros de longa data.
O pessoal do mundo dos negócios também está com a pulga atrás da orelha. A pergunta que não quer calar é: se Milei for eleito, como fica a relação entre nossos países? Alguns analistas garantem que, apesar dos discursos inflamados, não há motivo para pânico.
De qualquer forma, fica a reflexão: os tempos estão mudando na América Latina.
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