
A Barra, cartão-postal de Salvador, está hoje dividida entre duas das facções mais perigosas do país: o Comando Vermelho (CV) e o Bonde do Maluco (BDM). De acordo com reportagem do Correio, os grupos se espalham por pontos turísticos da orla, como Farol, Cristo e Morro do Cristo, transformando áreas de lazer e visitação em território de disputa criminosa.
A Secretaria de Segurança da Bahia, comandada pelo governo Jerônimo Rodrigues, admite que a guerra pelo domínio local alimenta uma escalada de violência, mas a sensação entre moradores e comerciantes é de abandono: o poder público assiste de braços cruzados enquanto o turismo da terceira capital do país convive com tiroteios e medo.
Dados oficiais mostram que Salvador registrou mais de 2.000 homicídios em 2024, mantendo a Bahia na liderança nacional da violência há seis anos seguidos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Agora, o contraste é ainda maior: de um lado o cenário paradisíaco que vende a imagem da cidade para o mundo, de outro a divisão territorial entre facções que ditam regras no coração da capital.
A omissão do governador Jerônimo, que prometeu enfrentar o crime organizado, se soma aos 20 anos de PT no poder que levaram a Bahia a um colapso na segurança pública.
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