
Moradores, familiares e amigos de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, realizaram neste sábado (1º) uma manifestação na Avenida Paralela, em Salvador, para cobrar esclarecimentos sobre a morte do comerciante. Vestidos de branco e carregando faixas, os participantes interromperam temporariamente o trânsito e seguiram em caminhada na direção do Parque de Exposições, onde acontecia a convenção estadual do PT, com as presenças do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o ato, manifestantes subiram sobre ônibus e exibiram mensagens como “Léo Lanches Presente”, além de cobranças dirigidas à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público. Uma das faixas também associava o caso ao debate racial.
Equipes policiais e agentes de trânsito acompanharam a mobilização e trabalharam na organização do fluxo de veículos durante a interdição.
Léo Lanches tinha 33 anos e morreu após ser atingido na cabeça durante uma ação policial ocorrida no dia 23 de julho, na Avenida Lessa Ribeiro, em São Cristóvão. Ele chegou a ser levado ao Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, mas não resistiu. Testemunhas afirmam que policiais chegaram ao local atirando, versão que deverá ser confrontada com depoimentos, perícias e demais elementos reunidos pelas investigações.
Após a morte, a Polícia Militar informou que os agentes envolvidos na ocorrência foram afastados preventivamente e que as imagens das câmeras corporais seriam utilizadas na apuração conduzida pela Corregedoria. Pouco mais de uma semana depois, a manifestação deste sábado mostrou que familiares e moradores continuam exigindo transparência, celeridade e uma resposta conclusiva sobre as circunstâncias da morte do comerciante.
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