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Mesmo com a Bahia liderando o número de homicídios no Brasil desde 2015, com impressionantes 61.249 assassinatos (16 mil a mais que o Rio de Janeiro), o estado praticamente não envia seus criminosos mais perigosos para os presídios federais.
Segundo dados do Depen obtidos via LAI, a Bahia tem apenas 12 detentos sob custódia federal, atrás de estados nordestinos como Paraíba, Pernambuco e até o Rio Grande do Norte. Enquanto isso, as mortes provocadas por ações policiais explodiram: foram 1.701 em 2023, um salto de 15% em relação a 2022, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
A pergunta que ecoa nas ruas é: com tantos homicídios, latrocínios e facções, por que os chefes do crime continuam por aqui? No ranking de nascidos em presídios federais, a Bahia ocupa apenas a 15ª posição, mesmo com uma rede de 24 unidades estaduais superlotadas e cada vez mais violentas.
A maioria dos crimes que levam alguém ao sistema federal são por roubo (145), tráfico (107), homicídio (81) e organização criminosa.
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