
A tradicional festa do Senhor do Bonfim, que acontece nesta quinta-feira (15) em Salvador, já começou a funcionar como o primeiro grande termômetro político do ano na Bahia.
Nos bastidores, a avaliação é de tensão do lado governista. Segundo fontes da própria segurança pública do Estado, o governador Jerônimo Rodrigues “teme ser vaiado durante o percurso” e autorizou “um forte esquema, com mais de 800 agentes entre fardados e à paisana”, posicionados ao seu redor ao longo dos cerca de 8 km que ligam a Igreja da Conceição da Praia à Basílica do Senhor do Bonfim.
O clima de apreensão é generalizado entre aliados do PT, que veem a lavagem como um teste direto de popularidade.
O desconforto explica ausências sentidas: Rui Costa, principal representante de Lula na Bahia e pré-candidato ao Senado, decidiu não participar do cortejo, enquanto Jaques Wagner também não confirmou presença, ambos sob receio de reação do público.
Do outro lado, o líder da oposição ACM Neto e o prefeito Bruno Reis confirmaram que farão o trajeto completo, em meio aos fiéis e sem escolta especial.
A leitura é clara: enquanto a petezada evita encarar o povo, a oposição aposta na rua e no contato direto, justamente no evento que costuma ditar o humor político do ano.
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