
A Comissão de Direitos do Cidadão realizou uma reunião na tarde desta terça-feira (15) para discutir a suposta agressão cometida por profissionais da Guarda Civil Metropolitana (GCM) contra o vereador Toinho Carolino (Podemos) ao defender um trabalhador da limpeza. A comissão decidiu abrir uma sindicância por meio de requerimento aprovado pela maioria dos integrantes do colegiado.
O relato da suposta agressão foi pauta da reunião do colegiado na presença do secretário de Ordem Pública (Semop), Marcus Passos; o inspetor-geral da GM, João Neto; o diretor de Operações da Semop, Maurício Moreira; o diretor-geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), o guarda municipal Bruno Carianha; e o também sindicalista e agente da GM Sérgio Saturnino.
O presidente da comissão, vereador Alexandre Aleluia (DEM), informou que convidou os diretores e coordenadores da Guarda Municipal para prestar esclarecimentos durante a reunião do colegiado sobre a suposta agressão contra o vereador Toinho Carolino e considerou inadmissível a violência cometida pelos guardas.
Conforme Aleluia, a comissão decidiu através de requerimento abrir uma sindicância dos guardas envolvidos para apurar e esclarecer o fato ocorrido, aprovado pela maioria dos vereadores integrantes do colegiado.
“Uma reunião boa. Eu acho que essa reunião de hoje foi um passo para dirimir qualquer confusão e desentendimento para que haja transparência. A Comissão fez um requerimento para que a Guarda Municipal, na figura de Maurício Lima, abra um processo de sindicância dos guardas envolvidos nesse caso do vereador Toinho. Eu acho que esse é o caminho, transparência e punir quem deve ser punido e assim fortalecer a Guarda Municipal”, informa Aleluia.
Durante a reunião, o secretário de Ordem Pública (Semop), Marcus Passos, defendeu também a sindicância para apurar o fato e pediu desculpas ao vereador Carolino. “Peço desculpas pessoalmente a Toinho Carolino, que independente de ser vereador, temos que respeitar o cidadão. Não posso julgar a Guarda, mas não vamos acobertar os erros específicos de toda situação que ocorreu e que gerou esse fato”, garante Passos
O diretor da Semop/GCM ressalta a atuação da Guarda de forma sistemática, contínua e permanente, mas defende a apuração do fato específico. “Toda apuração devida será feita. Se tem um setor da guarda municipal que funciona é a nossa Corregedoria”, garante Maurício Moreira.
O inspetor-geral da GM, João Neto, esteve também durante a reunião na Câmara onde reforçou sobre a necessidade de uma sindicância para apurar o fato e a possibilidade de punição através de advertência ou suspensão aos guardas envolvidos. “Um guarda municipal não pode alegar que está despreparado. Lamento a situação que ocorreu. Nós queremos transparência e que a sindicância possa apurar e esclarecer o fato”, disse o inspetor da GM.
Rafael Santana
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