Lula Marques / Agência Brasil
O Conselho de Ética da Câmara aprovou por 13 votos a 5 o parecer que pede a cassação do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ), acusado de agredir com chutes e empurrões um militante do MBL dentro do Congresso. A extrema-esquerda reagiu com gritaria, tumulto e tentativas de adiar a sessão, mas o relator Paulo Magalhães (PSD-BA) manteve firme sua posição: “Essa é a posição do relator”.
Glauber, em um gesto típico da teatralidade da esquerda, anunciou greve de fome e disse que ficará sem se alimentar até a conclusão do processo.
O deputado do PSOL, protegido dos setores mais radicais do governo Lula, se diz perseguido. Mas os fatos falam mais alto: o próprio presidente do Conselho, Leur Lomanto Júnior (União-BA), precisou pedir à Polícia Legislativa que retirasse os militantes do PSOL do plenário devido à bagunça. O deputado Delegado Fábio Costa foi direto: “Ele não tem possibilidade de estar aqui na Câmara. Agressões físicas, total desequilíbrio, instabilidade emocional”.
Agora, o caso segue para a Comissão de Constituição e Justiça. Se o recurso for rejeitado, a cassação vai ao plenário da Câmara, onde são necessários 257 votos. Nos bastidores, governistas tentam blindar Glauber e articular uma manobra para trocar a cassação por suspensão, como se um chute num cidadão fosse algo leve.
A esquerda, mais uma vez, tenta tratar agressão como se fosse debate político.
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