
O vice-governador Geraldo Júnior virou o centro de uma das situações mais constrangedoras da política recente na Bahia após a indefinição da chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues. Mais de 20 nomes já foram consultados ou especulados para ocupar a vice, enquanto Geraldo permanece em um vai e volta constante: dorme confirmado, acorda descartado.
Em um dos episódios mais emblemáticos, Jerônimo chegou a sinalizar a manutenção do aliado, mas recuou após pressão direta do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que teria vetado o nome do emedebista.
O clima nos bastidores é de desgaste total. Parlamentares e lideranças já admitem que não há mais ambiente político para a permanência de Geraldo Júnior na chapa, diante da exposição pública e da falta de definição clara.
A situação levanta um alerta dentro do próprio grupo governista: se um aliado considerado peça-chave em 2022 está sendo tratado dessa forma, cresce o receio entre outros partidos sobre o nível de confiança dentro da base.
A indefinição, que já se arrasta há semanas, escancara uma crise interna e fragiliza a construção política para 2026.
Nas ruas e nas redes sociais, o assunto virou motivo de ironia. Internautas e lideranças do interior passaram a brincar com a situação, sugerindo até que qualquer pessoa poderia ser convidada para a vice a qualquer momento.
Na Assembleia Legislativa da Bahia, a piada já circula abertamente, com comentários de que “até quem não quer pode acabar sendo chamado”. O episódio expõe não apenas uma disputa interna, mas um cenário de desorganização política que pode custar caro ao grupo do PT na Bahia.
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