
A Suprema Corte da Argentina confirmou a condenação da ex-presidente Cristina Kirchner por corrupção no caso “Vialidad” e reforçou um princípio básico: ninguém está acima da lei. A decisão também impõe à líder peronista a perda dos direitos políticos e uma proibição vitalícia de ocupar cargos públicos. “Cristina perdeu a liberdade, mas ganhou a pena”, resumiu Carlos Ruckauf, ao comparar o apartamento dela em Constitución ao seu “Portão de Ferro”, numa referência à prisão domiciliar simbólica.
Mesmo com a condenação, Cristina tenta manter influência total sobre o Partido Justicialista e articula candidaturas para setembro: caso a crise interna não adie as eleições.
A sentença unânime dos juízes Rosatti, Rosenkrantz e Lorenzetti desmonta a narrativa de perseguição política sustentada pela esquerda argentina e repetida por Lula em 2018. “A política não pode ter ladrões dentro da competição”, disse o deputado José Luis Espert.
Enquanto parte do peronismo ensaia protestos, outros líderes já cogitam alianças para manter influência no Judiciário. Cristina, mesmo afastada do poder, ainda mexe os bastidores como se fosse candidata e talvez esse seja o maior retrato da falência institucional da esquerda latino-americana.
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