
A entrevista do senador Otto Alencar ao site Política Livre escancara mais um capítulo do jogo pesado do PT na Bahia. Mesmo garantindo legenda ao senador Ângelo Coronel para disputar a reeleição em 2026, Otto deixa claro que o PSD seguirá no palanque do governador Jerônimo Rodrigues, repetindo um roteiro já conhecido: aliados são mantidos enquanto servem ao projeto de poder petista.
Coronel, hoje pressionado, passa a integrar a longa lista de nomes que confiaram no PT e acabaram isolados quando o partido decidiu impor suas próprias regras. O histórico é vasto e documentado. Antes de Coronel, o PT já havia rompido compromissos com Marcelo Nilo, Lídice da Mata e João Leão… todos descartados no momento em que deixaram de ser úteis ao projeto central do partidão.
A lógica se repete: a petezada não aceita dividir espaço, não cumpre acordos políticos de longo prazo e age sempre para preservar o controle absoluto da máquina, mesmo que isso gere crises internas e desgaste público.
Na própria entrevista, Otto confirma que a tensão na base foi criada após o PT antecipar o debate da chapa majoritária, com a tentativa de impor uma composição fechada ao Senado, envolvendo Jaques Wagner e Rui Costa, empurrando Coronel para fora do jogo.
O movimento apenas reforça o padrão petista: permanecer no poder a qualquer custo, mesmo que isso signifique trair aliados históricos, ignorar o eleitor e tensionar a própria base.
A Bahia não aguenta mais 4 anos de PT.
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