Reprodução Youtube
Morreu nesta terça-feira (13), aos 98 anos, o médium baiano Divaldo Franco, um dos principais nomes do espiritismo no Brasil e fundador da Mansão do Caminho, em Salvador. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, após anos lutando contra problemas de saúde, incluindo um câncer na bexiga diagnosticado em 2024.
Natural de Feira de Santana, Divaldo liderou por mais de 70 anos ações sociais que marcaram gerações, acolhendo crianças, educando jovens e oferecendo assistência médica gratuita no bairro de Pau da Lima.
Divaldo fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 1947 e, cinco anos depois, criou a Mansão do Caminho, que hoje atende mais de 5 mil pessoas por dia. O complexo possui 44 edifícios, com escolas, clínicas e centros de apoio social. Ele psicografou mais de 200 livros, vendeu 7 milhões de exemplares e foi traduzido para vários idiomas.
Nos últimos anos, se posicionou politicamente ao lado do conservadorismo, apoiou a Lava Jato, defendeu Jair Bolsonaro e fez críticas duras ao que chamou de “prisões estúpidas” após o 8 de janeiro, o que gerou tensão com setores mais à esquerda do espiritismo.
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