
A debandada na base de Jerônimo Rodrigues já virou assunto dominante nos bastidores, e não é por acaso. Lideranças importantes do interior, como Isaac Carvalho, articulador-chave do petismo no Vale do São Francisco, preparam o anúncio oficial de apoio a ACM Neto, algo impensável há poucos meses.
A leitura é simples: o “cenário de hoje não se compara ao de 2022”, como apontam aliados que não enxergam mais viabilidade no projeto do governador… tratado pela própria base como o pior da história da Bahia, sem obras relevantes entregues e incapaz de conter a explosão de violência que transformou o estado no mais sangrento do país.
Prefeitos e vereadores, antes pressionados pelo PT, agora afirmam que “voto do povo não tem nada a ver com coação”, escancarando o desgaste do governo.
Enquanto Jerônimo perde apoio, ACM Neto cresce sem fazer tanto esforço. Partidos que antes lotavam a chapa governista agora se aproximam do ex-prefeito de Salvador, considerado o principal candidato a encerrar os 20 anos de domínio petista. A avaliação interna é de que Neto deve reduzir estrategicamente o número de partidos em sua coligação… justamente porque a adesão espontânea de lideranças já dá musculatura suficiente para formar uma chapa forte e competitiva.
O contraste pesa: de um lado, um governo atolado em índices vergonhosos de educação, saúde e segurança; do outro, um nome visto como alternativa sólida diante de uma Bahia que, sob Jerônimo, passou a ser descrita por especialistas como controlada pelas facções mais violentas do país.
A crise se agravou porque prefeitos relatam abandono total do governo estadual, falta de projetos, secretarias paralisadas e um clima de medo nos bastidores. O que se vê é um movimento de “libertação” silenciosa, mas crescente, que já se espalha por todas as regiões. Aliados de Neto afirmam que “a maré virou de vez”, e que 2026 será a eleição mais aberta desde 2006… só que agora com um detalhe decisivo: o PT chega rachado, fraco e sem lastro, enquanto a oposição vem unida, fortalecida e impulsionada pela rejeição histórica ao atual governador.
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