
A prisão de Deolane Bezerra, realizada pela Polícia Civil de São Paulo no dia 21 de maio de 2026, ganhou um novo capítulo com um detalhe que chamou atenção na Bahia: uma empresa financeira registrada em uma casa humilde de Salvador teria enviado mais de R$ 700 mil para contas ligadas à influenciadora e advogada. Segundo a apuração exibida pelo Fantástico, cerca de R$ 80 mil foram para contas pessoais de Deolane, enquanto outros R$ 636 mil teriam sido destinados à Bezerra Comercialização, empresa ligada a ela.
O caso faz parte da Operação Vérnix, que investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Relatórios financeiros citados pela imprensa apontam que R$ 13,6 milhões teriam passado pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022, além de aproximadamente R$ 14 milhões movimentados por três empresas vinculadas à influenciadora. Segundo a polícia, Deolane teria aberto cerca de 35 empresas fantasmas no mesmo endereço para dar aparência legal a dinheiro de origem suspeita.
As imagens da prisão, gravadas por câmera corporal de policiais, mostram Deolane sendo detida em uma casa dentro de condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo. Antes disso, ela passou cerca de 20 dias na Itália, onde teria sido monitorada com apoio da Interpol, após se hospedar em local de luxo em Roma, com diárias acima de R$ 15 mil.
A defesa de Deolane nega envolvimento com crime organizado ou dinheiro ilícito e afirma que os valores movimentados têm origem lícita.
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