
O caso envolvendo Deolane Bezerra ganhou mais um capítulo pesado em São Paulo, com a Justiça negando habeas corpus a Marcola, ao irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior e aos sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Camacho, todos citados nas apurações sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, a Operação Vérnix mira um esquema que teria usado a transportadora Lado a Lado, em Presidente Venceslau, como braço financeiro da família Camacho. Deolane foi indiciada no mesmo inquérito, ao lado de Marcola e outros investigados, por suspeita de organização criminosa e lavagem de capitais.
A defesa da influenciadora nega ligação com o PCC, enquanto a defesa de Marcola diz que ele não conhece Deolane.
A investigação aponta movimentações financeiras, depósitos em espécie e empresas usadas para tentar dar aparência legal ao dinheiro suspeito. No caso de Leonardo Camacho, o MP-SP afirma que ele movimentou cerca de R$ 746 mil, sendo 40% em depósitos em espécie não identificados.
O caso também chegou à esfera profissional: o advogado Roberto Beijato Junior, ligado ao vereador Lucas Pavanato, protocolou representação na OAB pedindo a exclusão de Deolane dos quadros da entidade, alegando perda de idoneidade moral.
Ainda não há condenação, mas o cerco judicial e disciplinar mostra que a apuração saiu do campo da fofoca e entrou de vez no terreno do crime organizado, dinheiro rastreado e disputa jurídica pesada.
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