
A Polícia Civil de São Paulo colocou Deolane Bezerra no centro de uma das investigações mais explosivas contra o núcleo financeiro do PCC. Segundo as apurações da Operação Vérnix, a influenciadora e advogada foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, ao lado de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros investigados.
A polícia sustenta que empresas ligadas a Deolane movimentaram cerca de R$ 140 milhões entre 2022 e 2024, enquanto a operação apura um esquema maior que teria movimentado mais de R$ 327 milhões, com bloqueio judicial de bens, veículos de luxo e imóveis.
A defesa de Deolane nega qualquer envolvimento com o crime organizado.
O ponto mais pesado da investigação, segundo os investigadores, é a suspeita de que Deolane teria funcionado como uma espécie de “caixa” do crime organizado, usando fama, empresas, patrimônio e aparência de vida legal para dar cobertura a recursos de origem ilícita. Relatórios também apontam uma “proximidade social relevante” com integrantes da família Camacho, núcleo ligado a Marcola, incluindo registros em redes sociais com pessoas próximas ao chefe do PCC.
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