
O deputado Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura da AL-BA, alertou para o caos instalado no campo baiano, especialmente no Extremo Sul, onde 80 propriedades estão invadidas. O mais grave: 40 delas têm ordens judiciais de reintegração de posse que simplesmente não são cumpridas.
Segundo o parlamentar, há quem diga que a liberação da PM depende de um “comitê” do próprio governo Jerônimo, que trava tudo. “Na falta do Estado, cada um quer fazer valer o seu direito”, disparou.
A situação já afasta investimentos, causa insegurança jurídica e eleva a tensão entre produtores e invasores. O agronegócio baiano, que gera emprego e renda, está sendo sabotado por omissão e conivência. O deputado lembra que a CPI do MST, que investigaria essas invasões, foi engavetada mesmo tendo apoio da base e da oposição.
“Não é razoável aceitarmos que decisões de reintegração de posse não sejam cumpridas e fique por isso mesmo”.
De acordo com dados da Faeb, as invasões atingem lavouras de cacau, café, eucalipto e a pecuária extensiva. Já são mais de 70 municípios afetados pela crise no semiárido e pela instabilidade no campo. Enquanto isso, nas redes sociais, o sentimento entre os produtores é de revolta e descrença.
Em fóruns e grupos do agronegócio, é comum ler comentários como “a Bahia está largada” e “investir aqui virou risco”.
O que se vê é um governo que virou as costas para quem sustenta a economia rural.
(Com informações do Se Ligue Bahia)
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