Categories: Política

Deputados baianos têm divergências sobre intervenção militar no RJ

Apesar de aprovado por ampla maioria, o Decreto que autoriza o Exército a seguir até o dia 31 de dezembro de 2018 nas ruas do Rio de Janeiro com o objetivo de garantir a ordem pública gera controvérsias até entre os parlamentares que votaram a favor da intervenção.

Na Câmara, entre os 39 parlamentares da bancada baiana, 23 deputados que estão divididos entre aliados tanto do executivo municipal quanto do estadual votaram favoráveis ao decreto. Do DEM, votaram a favor Claudio Cajado, José Carlos Aleluia e Paulo Azi. Do PDT, Félix Mendonça Júnior. Do PEN, Erivelton Santana. Do MDB, Lucio Vieira Lima. Do PP, Cacá Leão e Roberto Britto. Do PR, José Carlos Araújo, João Carlos Bacelar e José Rocha. Do PRB, Márcio Marinho. Do PSB, Bebeto. Do PSC Irmão Lazaro. Do PSD Antonio Brito, Fernando Torres, José Nunes, Sérgio Brito e Paulo Magalhães. Do PSDB, Antonio Imbassahy e Jutahy Junior. Do PV, Uldurico Junior e do PTB, o deputado Benito Gama.

Contrários

O governador Rui Costa (PT) avaliou a medida como política. No Papo Correria, programa transmitido ao vivo pelo Facebook, nesta terça-feira, 20, registrou: “Essa ação não vai ser duradora, nem vai trazer resultados duradores. O Rio tem o dobro da arrecadação da Bahia. Enquanto a Bahia arrecada R$ 44 bilhões, o Rio arrecada R$ 88 bi. Me parece uma medida que responde muito mais à necessidade política do governo do que à segurança”.

Um pouco antes de passar a liderança do PCdoB a Orlando Silva, a baiana Alice Portugal, que votou contra, criticou o Decreto. Ela avalia que os brasileiros precisam de medidas na área de segurança, mas que a ação dá abertura para o crescimento do “poder militar”, o que descreve como sério e perigoso. “Os precedentes poderão gerar intervenção no Ceará e em outros estados e há sem dúvida uma interpolação com a política. Na medida em que esse Decreto nasce politizado, entendemos que precisamos defender a Constituição”, avaliou.

Além da comunista, os parlamentares Daniel Almeida e Davidson Magalhães, ambos do PCdoB, Bacelar (Podemos), João Gualberto (PSDB) e os petistas Afonso Florence, Caetano, Nelson Pellegrino, Valmir Assunção e Waldenor Pereira votaram contra.

Por sua vez, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), informou que não existe a necessidade de intervenção federal no seu estado, e o processo no Rio foi um pedido que veio do próprio executivo estadual. “Não sou a favor de intervenções, mas o governador do Rio pediu essa intervenção na minha frente. Eu sou democrata e não sou a favor de intervenção, isso é um caso extremo, e o Ceará não está em descontrole, estamos fazendo os trabalhos necessários para a solução do problema”, afirma o presidente.

Bahia

Já na Bahia, que de acordo com dados do 11º Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ocupa a 7° posição entre os mais violentos do Brasil. Ainda assim Rui Costa garantiu que não existe a possibilidade de uma intervenção em terras baianas. “Aqui tem governo, aqui tem governador e a gente vai seguir o nosso caminho”, garante.

Para o deputado Claudio Cajado (DEM), que votou favorável à medida, mesmo com os altos índices da criminalidade, a Bahia “ainda” não precisa de uma medida “extremista” como essa. “O mapa de violência na Bahia vem crescendo nos últimos anos, mas ainda não é o caso de intervenção, como no Rio de Janeiro. Essa medida em relação ao Rio de Janeiro é extremada, na busca de uma solução para o problema da segurança no estado. Foi um pedido dos próprios governantes e da população local”, disse.

Cajado ainda aproveitou para criticar o investimento feito pelo governo da Bahia, na segurança estadual. “Espero que a Bahia não chegue ao ponto de pedir uma intervenção, porém acredito que o governo estadual peca no desenvolvimento da estrutura da segurança pública do estado. Eu acredito que esses investimentos poderiam ser ainda maiores”, afirma o democrata.

Entre os deputados baianos que não participaram da votação estão os deputados do PP, Mario Negromonte Júnior e Ronaldo Carletto, Jorge Solla (PT), Pastor Luciano Braga (PRB), Elmar Nascimento (DEM) e Arthur Maia (SD).

Fonte: Estadão Conteúdo

 

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

Recent Posts

Lauro de Freitas fica em 3º lugar no país em qualificação de servidores

Lauro de Freitas ficou em terceiro lugar no Brasil e em primeiro na Bahia no…

6 horas ago

“Mentiroso”: vereadores batem boca ao discutir investigação sobre ônibus em Salvador

Sidninho e Randerson Leal trocaram acusações na Câmara de Salvador durante debate sobre a CEI…

6 horas ago

Regra histórica das midterms aumenta alerta republicano; Texas concentra disputa acirrada

Ken Paxton enfrenta James Talarico em uma corrida apertada ao Senado pelo Texas, enquanto os…

6 horas ago

Conservador e Olavista, Alexandre Aleluia reúne apoio suficiente para presidir Câmara Municipal de Salvador

Alexandre Aleluia deve presidir a Câmara de Salvador. Se eleito, será o primeiro vereador conservador…

9 horas ago

Fux rebate críticas e diz ter percepção de que bets devem ser banidas

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta terça-feira (3) críticas sobre…

9 horas ago

Academias ao ar livre oferecem musculação e aulas gratuitas em 15 localidades de Salvador

As Academias Salvador, geridas pela Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer…

9 horas ago

This website uses cookies.