
O desfile temático em defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em meio ao período pré-eleitoral, ultrapassou fronteiras e repercutiu negativamente na imprensa internacional. Articulistas estrangeiros apontaram o evento como uso político de uma manifestação cultural, levantando dúvidas sobre a separação entre Estado, campanha e promoção pessoal.
No Brasil, o episódio também gerou reação imediata da oposição, que passou a tratar o desfile como possível irregularidade eleitoral, sobretudo pelo contexto político e pela exposição direta do presidente.
O PL protocolou representação formal na Justiça Eleitoral apontando uma série de possíveis ilícitos, como propaganda antecipada e uso indevido de estrutura pública. Segundo a legenda, a legislação eleitoral proíbe atos que promovam pré-candidatos fora do período oficial de campanha.
Especialistas ouvidos por portais jurídicos lembram que, em casos semelhantes, o TSE já aplicou multas e até condenações por abuso de poder político, a depender da comprovação de vínculo institucional, financiamento e intenção eleitoral.
A polêmica ganhou ainda mais força após declarações do senador Flávio Bolsonaro, que classificou o episódio como “depravação generalizada” e prometeu medidas contra Lula. O senador criticou inclusive performances de aliados históricos do petista, afirmando que o desfile simboliza o distanciamento do governo da realidade do povo.
Agora, o caso segue sob análise jurídica e política, com potencial de gerar consequências no cenário eleitoral de 2026.
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