
O cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor de O Som ao Redor e Bacurau, voltou aos holofotes com o filme O Agente Secreto e, junto, reacendeu polêmicas. Após críticas da TV Globo, que apontou o longa como “exótico e caricatural”, Kleber respondeu sem rodeios: “É engraçado ver quem vive de novela se incomodar com imaginação”.
O filme, que mistura política e cultura pop, tenta retratar o Brasil dos anos 1980 com uma estética que o próprio diretor chama de “delírio nacional”. Segundo o Valor Econômico, a obra aposta em cenários improváveis e personagens que beiram o absurdo, o que tem dividido opiniões entre críticos e o público.
Kleber, que já foi premiado em Cannes e é conhecido por críticas ao governo e à imprensa, usou as redes sociais para ironizar a emissora, dizendo que “a arte incomoda quem está acostumado a controlar o discurso”. A produção estreou com boa repercussão fora do país, mas causou ruído no Brasil, onde foi acusada de ser “autobiográfica demais”.
O filme marca mais uma provocação do diretor, que continua a misturar cinema e política… e a cutucar quem tenta se manter no topo da narrativa nacional.
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