
Wagner Moura voltou a chamar atenção fora das telas ao discursar em uma premiação internacional enquanto vive confortavelmente nos Estados Unidos, atacando Jair Bolsonaro como “fascista” e repetindo o velho roteiro da esquerda caviar: moralismo em palco bancado por elites globais e silêncio absoluto sobre ditaduras amigas, como a de Nicolás Maduro no Irã em convulsão social.
O contraste salta aos olhos e virou tema recorrente nas redes, sobretudo quando o discurso pausado de “intelectual global” não combina com o personagem conhecido no Brasil, do pagode fechado, do Carnaval VIP e do apartamento em um dos metros quadrados mais caros de Salvador, bem em frente ao Farol da Barra.
A presença de Moura no Globo de Ouro também virou símbolo desse descolamento da realidade. Além da indicação por O Agente Secreto, chamou atenção o relógio no pulso: um Omega De Ville Trésor, vendido no Brasil por cerca de R$ 95.100. Em um país onde, segundo o IBGE, mais de 70% da população vive com até dois salários mínimos, a cena reforça a crítica: “socialismo pra vocês e capitalismo na veia pra ele e a família”.
Dados da Receita Federal mostram que o 1% mais rico concentra quase 50% da renda declarada, faixa onde se encaixa boa parte da elite artística que posa de porta-voz dos pobres.
Nem mesmo na Bahia o discurso se sustenta por completo.
Militante histórico do PT, o próprio Wagner Moura não conseguiu esconder a frustração com a gestão de Jerônimo Rodrigues, especialmente na política cultural. A fala sobre o abandono do Teatro Vila Velha correu o país e expôs o que pesquisas recentes já indicam: altos índices de desaprovação do governo estadual, puxados pela percepção de falta de estímulo à cultura e insegurança pública.
Quando até o militante mais raiz admite a incompetência, a narrativa começa a ruir diante do eleitor.
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