
Os Estados Unidos apertaram ainda mais o cerco contra o programa Mais Médicos e atingiram, pela primeira vez, integrantes do “governo” Lula. Nesta quarta (13), o Departamento de Estado anunciou a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e de Alberto Kleiman, coordenador-geral para a COP30, acusados de participar do que Washington classifica como “esquema coercitivo de trabalho forçado do regime cubano”.
Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o programa foi uma “fraude diplomática inconcebível” e serviu para explorar médicos cubanos, que recebiam apenas uma pequena parte dos salários, enquanto a ditadura de Havana ficava com 70% e a Opas com outros 5%.
A decisão atinge também familiares dos sancionados e é vista como um recado de que novas autoridades brasileiras podem entrar na mira.
O Mais Médicos, criado por Dilma Rousseff em 2013 e retomado por Lula em 2023, foi viabilizado com a intermediação da Opas para driblar o Congresso. Telegramas revelados em 2018 mostram que Kleiman viajou a Cuba ainda em 2012 para acertar os detalhes, junto ao então ministro Alexandre Padilha. No acordo, médicos cubanos foram enviados a regiões afastadas, mas o modelo foi alvo de críticas pela retenção de salários e pela ausência de revalidação de diplomas.
Em 2019, no governo Bolsonaro, o programa foi encerrado para estrangeiros sem registro no Brasil. A retomada feita pelo PT, agora sem Cuba oficialmente no contrato, reacendeu o debate e a medida dos EUA marca mais um capítulo tenso na relação entre Donald Trump e o descondenado petista Lula, que já vinha sofrendo sanções desde julho.
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