
Enquanto a Bahia enfrenta a violência e a insegurança em níveis alarmantes, Jerônimo Rodrigues continua promovendo sua gestão como se estivesse em outro estado. Em entrevista ao A Tarde, o governador exaltou o programa Bahia Pela Paz, afirmando que ele “prega, primeiramente, um trabalho de inclusão, que as pessoas possam ter emprego, casa digna, possam ter educação, cultura.”
Contudo, na prática, o crime organizado segue avançando e a sensação de medo permanece no cotidiano dos baianos.
Jerônimo também destacou a contratação de 6 mil profissionais para as forças de segurança entre 2023 e 2024, dizendo que o governo está “garantindo que a gente possa continuar oferecendo esses profissionais” e citou ações como a entrega de pelotões e delegacias em cidades do interior. Apesar disso, os índices de violência mostram que tais medidas ainda não surtiram o efeito esperado.
Mesmo com novas viaturas e efetivos, a Bahia segue sendo um dos estados mais violentos e homicidas do Brasil.
Ao falar sobre o combate ao crime organizado, Jerônimo afirmou: “Nós nos esforçamos muito, com muita inteligência, para que o crime organizado não tome conta da Bahia.” Mas a realidade nas ruas é outra. Comunidades inteiras vivem sob o domínio do tráfico, e a população questiona se o esforço prometido pelo governador tem sido suficiente. Além disso, o apoio de Lula, que Jerônimo chama de “parceria fundamental”, não tem trazido as mudanças estruturais necessárias para melhorar a segurança pública.
O distanciamento de Jerônimo Rodrigues das críticas da população evidencia um governo que parece mais focado em discursos do que em resultados. Enquanto ele afirma que “nossa força é máxima”, a realidade para os baianos é de medo e incerteza.
O Bahia Pela Paz, no papel, pode parecer promissor, mas a segurança pública precisa de mais do que palavras e promessas para criar “um ambiente de paz”, como o governador declarou.
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