
A novela da Ponte Salvador-Itaparica, prometida há duas décadas pelos governos petistas, ganhou mais um capítulo vergonhoso.
Em entrevista à rádio Princesa FM na manhã desta sexta-feira (25), o governador Jerônimo Rodrigues tentou justificar o novo atraso, empurrando a culpa para pandemia, custos de materiais e até para a burocracia chinesa. Segundo Jerônimo, “o acordo com o consórcio chinês ainda depende da assinatura do governo da China, e só depois disso a obra poderia começar”.
Enquanto isso, a Bahia continua assistindo ao tempo passar e as promessas petistas se desmancharem.
A desculpa esfarrapada do governador contrasta com a realidade: além da incompetência evidente, o Ministério Público Federal abriu um inquérito civil público para investigar o possível impacto ambiental da obra. De acordo com documentos obtidos pelo BNews, o MPF suspeita que a construção da ponte pode prejudicar a saúde pública, o meio ambiente e até a economia local, atingindo diretamente o bioma da Baía de Todos-os-Santos.
Mesmo depois da homologação do novo contrato com empresas chinesas pelo Tribunal de Contas do Estado em fevereiro, a desordem continua. O consórcio original mudou de empresa e, até agora, o que se viu foi apenas gasto de mais de R$ 160 milhões com sondagens e papelada, sem um metro de obra erguido. A previsão inicial era de um investimento de R$ 7,6 bilhões para beneficiar cerca de 10 milhões de baianos. Mas, com o PT no comando, o que sobra é incerteza e mais promessas quebradas.
Para o povo baiano, a ponte virou símbolo da falência moral e administrativa da petezada baiana, que há 20 anos só gera atraso, insegurança e desesperança.
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