
O Oriente Médio amanheceu em choque após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em meio a um ataque atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel. Segundo agências internacionais e veículos como AFP, também morreu no bombardeio o chefe de inteligência da polícia iraniana.
A morte de Khamenei, que estava no poder desde 1989, encerra um ciclo de 36 anos no comando da República Islâmica.
O Irã tem cerca de 88 milhões de habitantes e é uma das principais potências militares da região, com influência direta em conflitos no Líbano, Síria, Iraque e Iêmen. A informação provocou reação imediata do governo iraniano, que prometeu resposta “no momento apropriado”.
Horas depois, foi anunciado como líder supremo interino o aiatolá Alireza Arafi, nome ligado ao alto clero xiita e ao sistema religioso que sustenta o regime. A escolha segue o rito previsto pela Constituição iraniana, que determina que a Assembleia dos Peritos indique o substituto em caso de vacância.
O cenário aumenta a tensão global, já que o Irã é peça central no equilíbrio estratégico do Golfo Pérsico, região por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia. O episódio amplia o risco de escalada militar e coloca as grandes potências em estado de alerta.
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