
A confusão que tomou conta da Câmara nesta semana escancarou mais uma vez o desgaste entre a esquerda radical e o próprio funcionamento do Legislativo. Tudo começou quando Glauber Braga decidiu ocupar a cadeira da Mesa Diretora para tentar impedir a votação de um processo de cassação. A atitude gerou empurra-empurra, gritaria e terminou com ele sendo retirado à força por seguranças da Casa.
O caso repercutiu em todo o país, com vídeos mostrando o momento em que o deputado resiste e acusa a Mesa de “autoritarismo”, enquanto Hugo Motta reagiu dizendo que “a Câmara não se curvará a esse tipo de conduta”.
A crise ficou ainda maior quando uma produtora da Record afirmou ter sido agredida durante o tumulto, registrando boletim de ocorrência. Em paralelo, Glauber anunciou que também fará um BO contra Motta, alimentando uma guerra política que ganhou novos capítulos a cada hora.
Segundo levantamento do próprio Congresso, episódios de desordem no plenário cresceram 18% desde 2022, evidenciando como a polarização tomou conta do ambiente político.
A confusão desta semana foi uma das mais graves desde 2019, pois envolveu quebra de protocolo, invasão de espaço restrito e interrupção deliberada de votação. Líderes partidários já tratam o caso como crise interna, e um grupo de deputados pressiona por endurecimento das regras para evitar novas ações “performáticas”, como chamou um deles.
Enquanto a confusão movimenta redes sociais e domina buscas, fica clara a tentativa de setores da esquerda de transformar o plenário em palco de protesto, mesmo que isso paralise a Casa e coloque profissionais de imprensa em risco.
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