
O movimento do deputado Cafu Barreto, vice-líder do governo na Assembleia, caiu como uma bomba no Palácio de Ondina. Depois de anos sustentando o PT na AL-BA, Cafu decidiu romper e anunciou apoio aberto a ACM Neto para 2026.
No texto que publicou, o parlamentar admitiu que vive um “novo ciclo” e que “o governo não entregou o que prometeu”, ecoando a frustração de prefeitos e lideranças que já vinham reclamando de promessas não cumpridas por Jerônimo Rodrigues.
A mudança dele não é pequena: em 2022, Cafu teve mais de 62 mil votos, figurando entre os mais votados do estado, e agora se junta ao bloco de parlamentares que enxergam em Neto “a única alternativa real para tirar a Bahia desse buraco”.
A debandada atinge em cheio um governo que já enfrenta desgaste crescente. Dados recentes mostram que a Bahia lidera há sete anos seguidos o ranking de estados mais violentos do país, e a insatisfação com Jerônimo só aumenta… sobretudo entre prefeitos do interior que reclamam de abandono e falta de obras. Nos bastidores, aliados admitem que a saída de Cafu pode abrir caminho para outras deserções.
Como ele mesmo escreveu: “Não posso continuar concordando com um projeto que não dialoga com a realidade do povo.” É o tipo de gesto que escancara o enfraquecimento do PT e fortalece a corrida de ACM Neto para 2026.
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