Rodrigo Buendia AFP
O Equador encontra-se em estado de emergência após o chocante assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio, de 59 anos. O presidente conservador Guillermo Lasso decretou a medida, que terá duração de 60 dias, e também anunciou três dias de luto nacional em homenagem à vítima.
O crime ocorreu logo após um evento de campanha, deixando o país sul-americano em choque. A crescente violência associada ao tráfico de drogas é uma preocupação significativa para os eleitores equatorianos, tornando o assassinato do candidato uma triste ilustração dessas preocupações.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o candidato cercado por apoiadores, escoltado por seguranças em direção a um veículo, quando os tiros foram disparados.
Fernando Villavicencio era um crítico fervoroso da corrupção e do crime organizado. Sua atuação como jornalista incluiu denúncias contra o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017). O assassinato gerou indignação entre seus seguidores e ocorreu a apenas 11 dias das eleições presidenciais.
Villavicencio já havia sido condenado a 18 meses de prisão por difamação e críticas ao ex-presidente. Após fugir para um território indígena no Equador e receber asilo no Peru, ele retornou ao país após a saída de Correa do cargo. Devido a ameaças, ele contava com proteção policial em suas deslocações.
Informações não oficiais relatam cerca de 30 tiros, sendo que o candidato foi atingido na cabeça. Outros nove indivíduos também ficaram feridos, incluindo uma candidata a deputada e dois policiais. As autoridades confirmam a morte do suspeito do ataque.
O ministro do Interior, Juan Zapata, afirmou que o ataque foi orquestrado por assassinos contratados. A tragédia aconteceu após um comício realizado por Villavicencio em uma região central e movimentada da capital. Um atirador desconhecido disparou contra o candidato à presidência nas eleições gerais extraordinárias marcadas para 20 de agosto.
O partido de Villavicencio, Movimiento Construye, havia discutido a suspensão da campanha devido à violência política, incluindo o assassinato do presidente da Câmara de Manta em julho. No entanto, o próprio Villavicencio se opôs à suspensão, considerando-a um ato de covardia.
O assassinato ressalta a urgência da luta contra a criminalidade no contexto eleitoral equatoriano. As promessas dos candidatos em relação à segurança têm sido centrais nas eleições, que acontecerão em meio a um clima de luto e reflexão sobre o futuro do país.
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