
Enquanto Jerônimo Rodrigues tenta se vender como um pacificador, oferecendo afagos a prefeitos da oposição numa tentativa desesperada de salvar sua imagem para 2026, Rui Costa segue firme na tática da ameaça e da intimidação. Em Vitória da Conquista, o ministro da Casa Civil protagonizou um chilique ao ver sua presença ignorada pela prefeita Sheila Lemos, que preferiu acompanhar ACM Neto em agendas municipais. Irritado, Rui ironizou a ausência da gestora: “Deve ter uma agenda mais importante”, escancarando a frustração de quem perdeu espaço político até no interior que já foi curral petista.
Vereadores que estavam no evento relataram constrangimento e afirmaram se sentir intimidados com o tom autoritário de Rui, que parece não ter assimilado que não é mais governador nem manda na Bahia.
Por trás do surto de Rui, está a evidente crise interna do grupo petista. Enquanto Jerônimo tenta, sem sucesso, se firmar como liderança e ampliar sua base, Rui Costa age como um sabotador, afastando prefeitos e criando tensões desnecessárias.
O episódio expõe o racha entre o estilo de Jerônimo, mais submisso e bajulador, e o perfil autoritário de Rui, responsável por afundar a Bahia com mais de 18 mil homicídios apenas durante sua gestão como governador, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O mesmo Rui também é o protagonista do escândalo dos respiradores comprados em loja de maconha e agora, em Brasília, ganhou fama como o ministro mais odiado do governo Lula.
Aliados de Sheila Lemos afirmam que a prefeita fez bem em não subir no palanque cercado de petistas e preferiu investir o tempo com ACM Neto na inauguração de obras concretas, como a primeira UPA municipal e o Centro de Formação Educacional. O gesto foi estratégico e revelou quem, de fato, está alinhado com o futuro da Bahia. Já Rui, preso ao passado autoritário, continua acreditando que pode dobrar prefeitos no grito, enquanto petistas mais sensatos admitem que seu estilo é um entrave para o projeto de Jerônimo.
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(Com informações do Política Livre)
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