
Educação ambiental se aprende desde cedo e faz parte da formação cidadã das crianças. Com esse intuito, a Escola Municipal de Campinas de Pirajá realiza uma semana inteira de ações lúdicas e interativas para promover a conscientização dos alunos quanto à preservação da natureza. Na manhã desta quarta-feira (3), cerca de 70 estudantes do Ensino Fundamental assistiram a uma palestra temática com agentes do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa), da Guarda Civil. A atividade ainda envolveu uma exibição de animais empalhados da fauna silvestre. Entre a garotada, a dupla Ruan Marcos dos Santos e Yago Rocha, ambos com 8 anos, ficou curiosa de poder ver e até tocar em bichos que geralmente estão disponíveis apenas nos zoológicos. “Muito legal, mas que bicho é esse?”, indagou um deles, enquanto apontava para uma cotia. “Não sei. Deve ser algum tipo de rato”, retrucou outro. Além da cotia admirada pelos meninos, teve preguiça, jiboia, jacaré-de-papo-amarelo, tamanduá, tatu, iguana, papagaio, mico, raposa, jabuti, gavião carijó e sagui. Uma serpente viva, da espécie cobra-do-milho, também foi exibida, despertando curiosidade da criançada presente.
Durante a palestra, o supervisor do Gepa, Robson Pires, abordou conteúdos sobre práticas de sustentabilidade na relação do ser humano e meio-ambiente, coleta seletiva e importância em cuidar da fauna e da flora. “Temos uma fauna muito rica em Salvador. Por isso que trouxemos esses animais silvestres aqui para escola, para que os alunos tenham esse contato e saberem que ainda existem muitos no município. Os animais não invadem nosso território. Somos nós que invadimos o habitat deles com o processo de urbanização”, disse o gestor. Robson citou alguns exemplos de áreas preservadas da capital baiana, tal como os parques São Bartolomeu, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do país, o da Cidade, de Pituaçu, do Costa Azul e o Zoobotânico.
Nos últimos quatro anos, mais de 80 espécies diferentes de animais silvestres já foram resgatados no município – a maioria é jiboias. A orla marítima, entre Barra e Praia do Flamengo, embora não conte com muitas áreas verdes, é a região cujo Gepa recebe mais solicitações de moradores para captura de espécimes.
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