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Eunício Oliveira: “enquanto perdurar o decreto de intervenção, nenhuma emenda à Constituição poderá ser aprovada em nenhuma das duas casas”

Crédito: Jonas Pereira/Agência Senado

O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), defendeu nesta sexta-feira (16), que o presidente da República precisa extinguir o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, caso o Congresso necessite aprovar alguma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) até 31 de dezembro. Na avaliação do emedebista, não é possível apenas “suspender” o decreto para que a Reforma da Previdência possa ser colocada em votação, por exemplo.

“Enquanto perdurar o decreto, nenhuma emenda à Constituição poderá ser aprovada em nenhuma das duas casas. O decreto tem um prazo até dia 31 de dezembro, quem assina a intervenção é o presidente da República. A partir da aprovação no Congresso, nenhuma mudança na Constituição acontecerá. O presidente não pode suspender, ele tem que extinguir o decreto”, disse. “Se depois ele novamente decretar intervenção, o rito é o mesmo”, complementa.

Oliveira explicou que a intervenção foi decidida, no Conselho da República ontem, após um “apelo” do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB-RJ). Ele afirmou também que, quando chegar no Senado, o decreto tramitará em regime de urgência e, portanto, terá celeridade. “Se o decreto for aprovado na Câmara, pautarei no Senado como primeiro item da pauta”.

O emedebista disse ainda que, como presidente do Senado, será o responsável por designar um relator para a matéria e já indicou que irá escolher algum parlamentar favorável à medida. Além disso, a matéria pode ser aprovada por maioria simples em votação simbólica. Cinco oradores a favor e contra podem se inscrever durante a discussão em plenário. “Se algum líder pedir verificação nominal, a matéria será votada no painel”, complementa.

Fonte: Estadão Conteúdo

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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