Tânia Rêgo / Agência Brasil
Antigos assessores do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, rebateram as declarações do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o déficit fiscal do governo Lula. Haddad havia afirmado que o déficit é resultado da gestão anterior.
No entanto, os ex-assessores de Guedes apresentaram dados técnicos contestando essa visão. Eles destacaram que houve uma reversão significativa dos resultados fiscais entre 2022 e 2023, com o resultado nominal do setor público consolidado piorando em R$ 507,9 bilhões (4,3% do PIB).
Os aliados de Guedes também argumentaram que a PEC de transição, que criou um espaço fiscal de R$ 200 bilhões, foi a principal responsável pelo aumento do déficit, e não os precatórios pagos em 2022, como alegado por Haddad.
Segundo eles, o ritmo diário de endividamento aumentou de R$ 0,7 bilhão para R$ 2,3 bilhões por dia, sendo que a maior parte desse valor refere-se ao período do atual governo.
Eles concluem que os números apresentados por Haddad não refletem a realidade da gestão anterior e que o déficit fiscal herdado foi exagerado.
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