Um debate acalorado sobre a meta fiscal no governo de Lula tem causado um certo rebuliço no mercado financeiro. Segundo Míriam Leitão, do O Globo, uma pesquisa da Genial/Quaest revelou uma visão bastante crítica dos agentes do mercado. A maioria, 39%, acredita que o ministro Fernando Haddad ficou mais fraco após a polêmica, enquanto apenas 12% veem um fortalecimento.
Um dado surpreendente da pesquisa é a unanimidade quanto ao cumprimento da meta de déficit zero no próximo ano: 100% dos entrevistados não acreditam que o Governo atingirá essa meta.
Além disso, a popularidade de Lula e Haddad entre os investidores parece estar em queda. A avaliação negativa de Lula subiu de 47% para 52%, e a opinião positiva caiu de 12% para 9%. Já Haddad viu sua avaliação positiva despencar de 65% para 43% desde março. Esses números refletem a crescente preocupação do mercado com as políticas econômicas atuais.

Contrastando com a visão negativa atual, a pesquisa apontou que a expectativa de recessão diminuiu drasticamente. No início do ano, 73% previam uma recessão em 2023, agora apenas 27% mantêm essa visão. A maioria acredita que o PIB crescerá menos de 3%, mas essa é uma melhoria em relação à previsão de 0,5% do início do ano. Contudo, 67% atribuem esse crescimento a medidas anteriores, não ao governo atual.
Curiosamente, o mercado financeiro parece ter saudades da equipe econômica do governo Bolsonaro. 80% dos entrevistados preferem a equipe anterior, liderada por Paulo Guedes à atual com Haddad. Isso apesar das críticas sobre a falta de entrega das promessas feitas por Guedes, como as privatizações e a reforma tributária.
Finalmente, 55% dos agentes do mercado financeiro acreditam que a economia vai piorar nos próximos 12 meses, um aumento em relação aos 21% de julho, mostrando um retorno do pessimismo.
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