Reprodução Instagram
Publicado em: 25 de out de 2026 às 15:13
A ordem de prisão expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, neste domingo (25), coloca sob investigação a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais. A Prefeitura afirma que sindicalistas realizaram uma adesivação clandestina com propaganda do PT, provocando atrasos na saída de veículos das garagens. Diante das acusações, a apuração não pode se limitar à administração municipal.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário Urbano de Passageiros de Salvador (SINTTRUS), Fábio dos Santos Primo, e os demais dirigentes eventualmente envolvidos devem ser detidos imediatamente para esclarecer a atuação da entidade.
Em comunicado oficial divulgado neste domingo, Fábio Primo atribuiu à Prefeitura, à SEMOB e às concessionárias a responsabilidade pela organização das escalas e pela circulação dos ônibus. A nota, entretanto, não identifica os responsáveis pela adesivação eleitoral nem esclarece se integrantes do sindicato participaram da iniciativa.
São questões que exigem investigação.
A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral devem solicitar as imagens das garagens, identificar quem colocou os adesivos e apurar se houve organização ou autorização de dirigentes sindicais.
A aplicação da lei exige a identificação das condutas individuais. Se forem encontrados indícios suficientes de crimes cometidos pelo presidente do SINTTRUS ou por membros de sua diretoria, o Ministério Público deverá avaliar as medidas judiciais cabíveis, inclusive eventual pedido de prisão, desde que preenchidos os requisitos legais.
A mesma exigência de prova deve valer para gestores públicos, sindicalistas e dirigentes das empresas.
O episódio precisa de respostas objetivas. Quem colocou os adesivos? Quem determinou que os ônibus permanecessem nas garagens? Quais dirigentes participaram das negociações?
A Justiça Eleitoral precisa identificar os autores de eventuais irregularidades e responsabilizá-los individualmente. A população de Salvador tem direito a uma apuração completa, com isonomia, transparência e respeito à lei.
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