
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) enfrenta um cenário alarmante: nove obras paralisadas, algumas há mais de uma década, consumiram R$ 36,1 milhões dos R$ 54,6 milhões investidos, sem que nenhuma tenha sido concluída. Projetos como o prédio do Instituto de Ciências da Informação, licitado em 2012, e o complexo do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, iniciado em 2010, tornaram-se estruturas abandonadas, deteriorando-se com o tempo.
Estudantes relatam a ausência de atividades nas construções, que se transformaram em verdadeiros “esqueletos” no campus.
A UFBA atribui as paralisações a embargos judiciais e descumprimentos contratuais por parte das empresas executoras. Em resposta, o governo federal anunciou, em 2024, a destinação de R$ 50 milhões por meio do Novo PAC para retomar algumas dessas obras, incluindo a Escola de Música e a Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. No entanto, a universidade sofreu um corte de R$ 13 milhões em seu orçamento para 2024, agravando ainda mais a situação financeira e comprometendo a conclusão dos projetos.
A comunidade acadêmica expressa frustração diante do abandono das obras e da falta de infraestrutura adequada para ensino e pesquisa. Enquanto isso, o governo federal, sob a liderança do ex-presidiário petista Lula, enfrenta críticas por prometer investimentos em educação, mas realizar cortes orçamentários que impactam diretamente as universidades federais.
A situação na UFBA reflete um descaso com a educação superior pública, prejudicando milhares de estudantes e profissionais que dependem dessas instituições para formação e desenvolvimento acadêmico.
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(Com informações do Correio)
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