
Defensor da arte, da cultura e do audiovisual que fazem parte também da chamada Economia Criativa em Salvador, o presidente da Fundação Gregório Fernando de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, defende o que ele chama também de “Industria Criativa”, a exemplo Carnaval, do Réveillon e dos eventos artísticos e culturais que, segundo ele, tem sustentado a cidade, ao contrário do entendimento da população.
“Existe uma frase que eu sou contra: que Salvador só começa a rodar em março. Não. Salvador, muito pelo contrário, começa a rodar antes de março, porque a gente tem uma ideia equivocada que Carnaval e Réveillon não é trabalho. Isso é uma coisa que está arraigado na cabeça das pessoas. Isso é uma indústria que tem sustentado a cidade do Salvador e as pessoas continuam não entendendo como isso funciona, a chamada engenharia do Carnaval, que não tem igual em nenhum outro Estado. E a Bahia sabe fazer Carnaval como ninguém sabe. Isso é Economia Criativa. Não é brincadeira. Os eventos na cidade, como o Carnaval e o Réveillon são estruturas monumentais. Isso é uma indústria crescente cada vez mais e o artista tem que ser bem remunerado nesse eixo que, pra mim, é um dos mais importantes para a economia da cidade”, defende Guerreiro.

Um dos projetos destacados pelo presidente da FGM neste oitavo e último eixo do Programa Salvador 360 é o Salvador filmes, que é um escritório de fomento de produção de audiovisual para estimular as áreas produtivas de cinema e TV. “É um núcleo importante, porque para cada R$ 1 que a gente aplica, a Ancine entra com R$ 2. O nosso orçamento vai ser triplicado pelo investimento da Ancine. Isso é uma coisa muito positiva. Em reunião com a Associação de Cinema, há 80 filmes rodando em Salvador, entre eles, seriados, animação etc. que movimenta o mercado. O que mudou foi o celular e as plataformas. Hoje, o audiovisual produz para as mais variadas plataformas, o que dá uma indústria impressionante para os artistas trabalharem. A nossa luz, as nossas histórias e a nossa fotografia são maravilhosas. É algo que tem tudo para dar certo”, enaltece o titular da Fundação Gregório de Mattos.
Ele citou outros programas de fomento dentro deste eixo, como o Viva Cultura que começa a rodar este ano, a implementação do Fundo de Cultura para atrair mais recursos para os programas culturais, os programas de auxílio de capacitação de projetos culturais em parceria com o Sebrae e atividades desenvolvidas no Espaço ‘Boca de Brasa’, sendo um deles inaugurado recentemente no espaço multiuso do Subúrbio 360 em Coutos. “O ‘Boca de Brasa’ funciona como oficina de capacitação para formar amadores em profissionais no mercado de trabalho. “Cultura em Salvador tem em todos os lugares, só precisa de apoio e estruturação”, disse.
Mathias Jaimes e Rafael Santana
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