
A derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo pode ter marcado muito mais do que o fim do sonho do bicampeonato consecutivo da Argentina. Lionel Messi recebeu a medalha de prata chorando, enquanto Lionel Scaloni desabou durante a entrevista coletiva e deixou no ar a possibilidade de encerrar uma das passagens mais vitoriosas da história da seleção.
O treinador afirmou que cumprirá seu contrato até dezembro, mas avisou que depois pretende fazer uma pausa para descansar e avaliar o futuro.
Visivelmente abalado, Scaloni disse que precisa pensar se ainda consegue realizar algo tão grande quanto o ciclo construído desde 2018. O técnico interrompeu a coletiva, pediu desculpas e deixou a sala depois de afirmar que a situação “dói na alma”. Horas mais tarde, foi mais direto ao confirmar que permanecerá somente até o fim do contrato e, em seguida, tirará um período de descanso.
Não houve anúncio formal de demissão, mas suas declarações colocaram seriamente em dúvida a continuidade em 2027.
O futuro de Messi também permanece cercado de incerteza. Aos 39 anos, o camisa 10 disputou provavelmente sua última Copa do Mundo, mas ainda não anunciou uma despedida definitiva da seleção argentina. Scaloni revelou que não conversou com o capitão sobre o assunto. Messi terminou o Mundial com oito gols, ficou atrás de Kylian Mbappé na disputa pela artilharia e recebeu a Bola de Prata, enquanto Rodri foi escolhido o melhor jogador da competição.
Messi encerra sua trajetória em Copas com seis participações, o título conquistado em 2022 e os vice-campeonatos de 2014 e 2026. Scaloni, por sua vez, transformou uma seleção pressionada e desacreditada em uma equipe campeã do mundo, bicampeã da Copa América e vencedora da Finalíssima.
A despedida dos dois ainda não foi confirmada, mas as lágrimas depois da final deixaram a sensação de que uma era extraordinária do futebol argentino pode ter chegado ao último capítulo.
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