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Francis Tavares denuncia demissões na Ebal na Tribuna Popular da Câmara

Crédito: Antonio Queirós/Secom/CMS

A extinção de lojas da Cesta do Povo pela Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) foi responsável pela demissão de 1.500 servidores, a maioria concursados, muitos com quase 30 anos de serviço e prestes a se aposentar. O fato foi denunciado da Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador, na segunda-feira (5), pelo presidente da Associação dos Trabalhadores da Ebal, Francis Tavares.

“As demissões foram feitas de forma escalonada, para não chamar atenção, atingindo mais de 100 municípios do Estado”, frisa, ao apelar aos vereadores para que intercedam junto ao governo estadual por uma solução. Criticando a postura da administração, Francis lembrou que a proposta apresentada pela categoria para amenizar as demissões foi arquivada.

Para piorar a situação dos demitidos, segundo ele, muitos estão com as carteiras de trabalho retidas, atrasando a solicitação do seguro desemprego. “Mas dos planos de saúde foram imediatamente excluídos”, acrescenta Francis, ao observar que apesar de demitir servidores o governo está convocando seleção para contratação pelo Reda.

“A Associação entrou com uma ação civil pública no Ministério Público contra as demissões. O governo tentou arquivar, mas não conseguiu e a nova audiência está marcada para o dia 5 de setembro”, avisa.

Crueldade

Para o vereador Tiago Correia (PSDB) a situação da Ebal é uma prova de que “não é só o vínculo trabalhista que é precário”, pois mesmo servidores concursados foram demitidos, ao ter seus direitos desrespeitados. Odiosvaldo Vigas (PDT) classificou as demissões como “uma crueldade do governo estadual, uma falta de compromisso com a população”, ao lembrar que a Cesta do Povo tinha o papel de regular o mercado.

Teo Senna (PHS) se referiu também às demissões como “crueldade, com o objetivo de privatizar a Ebal”. Duda Sanches (DEM) questionou: “Como o governador consegue dormir sabendo que 1.500 trabalhadores foram demitidos, 800 deles concursados?”.

Os vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Moisés Rocha (PT) e Luiz Carlos Suíca (PT) manifestaram solidariedade aos trabalhadores da Ebal e frisaram que mesmo pertencendo à base aliada do governador Rui Costa não concordavam com demissão de servidores.

Fonte: Secom/CMS

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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