
A fuzão entre a facção criminosa de altíssima periculosidade, Katiara, e o Comando Vermelho (CV) sinaliza uma nova fase no crime organizado da Bahia, com impacto direto na segurança da população. O Tribunal de Justiça da Bahia aponta que a aliança começou com um “fechamento” entre Roceirinho, líder da Katiara, e o CV, que já abastecia o grupo com armas e drogas.
Esse movimento enfraquece facções rivais como o Bonde do Maluco (BDM) e amplia o poder logístico das organizações cariocas na região.
Em julho, cerca de 20 homens ligados à Katiara (agora atuando sob a bandeira do CV), atacaram São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, trocando fogo por horas para expulsar o BDM com uso de metralhadoras e fuzis. Isso reforça o que diz a professora Márcia Margarida Martins: a união poderá “se tornar muito mais angustiante” ao fortalecer a maior facção do país, ampliando seu comando territorial e exigindo mais esforço da segurança pública.
Salvador já é a capital mais violenta do país, com 52 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, mais que o dobro da taxa do Rio de Janeiro (20,4), segundo o Anuário de Segurança Pública. O estado abriga 23% das facções existentes no Brasil, totalizando 21 organizações criminosas em atividade. Com essa fusão, a expectativa é de que o quadro se agrave ainda mais, com intensificação dos conflitos e controle territorial ampliado pelo CV/Katiara.
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(Com informações do Correio)
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