
O clima esquentou de vez no nanico MDB da Bahia. Geddel Vieira Lima, hoje coordenador da campanha de Jerônimo Rodrigues, partiu para o ataque contra o ex-prefeito de Xique-Xique, Reinaldinho Braga, após críticas à chapa governista que tenta a reeleição. O episódio escancara o racha interno na extrema-esquerda baiana e reforça a percepção de que são os terceiros que mandam e desmandam na Bahia petista, enquanto Jerônimo Rodrigues cumpre agenda internacional na Índia.
Nos bastidores, a tensão é vista como mais um sinal de fragilidade política do grupo que está no poder há quase duas décadas no estado.
O nome de Geddel carrega um histórico que pesa. Em 2017, a Polícia Federal apreendeu R$ 51 milhões em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, no que ficou conhecido como um dos maiores escândalos políticos do país. O caso foi amplamente noticiado pelos principais meios de comunicação do Brasil (e do mundo) e resultou em condenação no Supremo Tribunal Federal.
Agora, ao ameaçar expulsar um correligionário por críticas internas, o ex-ministro Geddel reacende o debate sobre quem realmente conduz as decisões estratégicas do grupo governista. Para opositores, a cena de um ex-presidiário articulando expulsões e dando as cartas enquanto o governador está fora do país reforça a tese de que o comando político não está no Palácio de Ondina.
A crise acontece num momento delicado. Dados do IBGE mostram que a Bahia ainda enfrenta desafios graves em áreas como renda e segurança pública, com índices que frequentemente colocam o estado entre os que têm maior taxa de homicídios no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
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