Com um custo global maior e menos passageiros, a Prefeitura de Salvador buscou realizar, nos últimos dois anos, uma série de ações para garantir o funcionamento do sistema de transporte coletivo diante do cenário de dificuldades. A gestão municipal realizou a isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços) e do TRCF (Taxa de Regulação, Controle e Fiscalização), a fim de desonerar o sistema. Com a medida, o município abriu mão de uma receita de mais de R$90 milhões.
Além disso, abriu mão da outorga onerosa, ou seja, dos valores que o município recebe nos contratos de concessão do transporte coletivo, um valor de quase R$17 milhões. Em abril de 2020, na fase mais aguda da pandemia da Covid-19, a gestão municipal ainda adquiriu passagens de forma antecipada ao custo de R$5 milhões para utilizar em programas sociais da Prefeitura, como o Mãe Salvador.
Ao todo, considerando também o custo da operação direta da empresa CSN, que encerrou as atividades em 2021, o valor investido nos dois últimos anos pela Prefeitura no transporte público foi de quase R$400 milhões. O fim da operação da CSN foi uma consequência direta do aumento nos custos, especialmente com o preço do diesel.
Esse conjunto de medidas garantiu o funcionamento do sistema e evitou que houvesse um colapso no transporte coletivo da capital. A Prefeitura garantiu ainda a renovação da frota, com a chegada de novos ônibus com ar condicionado. Somente em 2021, o município adquiriu 169 novos veículos climatizados para modernizar a frota. Estão confirmados mais 169 novos ônibus com ar condicionado para 2022, além dos novos veículos para o BRT, que entrará em operação ainda este ano.

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