
A declaração de Alexandre de Moraes no Plenário do Supremo nesta quinta-feira, 1º, reacendeu a guerra entre o STF e a família Bolsonaro. Em tom de ameaça, o ministro afirmou que a “organização criminosa será responsabilizada”, após Eduardo Bolsonaro publicar um vídeo sobre supostas ações do FBI no Brasil.
A fala provocou forte reação: Flávio Bolsonaro acusou Moraes de usar o caso para se vingar do irmão. “Isso é vingança pessoal. Ele está desequilibrado”, disse o senador.
Gilmar Mendes também entrou no jogo e subiu o tom contra o deputado: “lesa-pátria”. Nos bastidores de Brasília, partidos aliados de Lula já articulam um pedido de cassação de Eduardo.
O estopim da crise foi um vídeo de Eduardo Bolsonaro que circulou nas redes com mais de 5 milhões de visualizações em menos de 24 horas. Nele, o deputado afirma que agentes do FBI estariam operando no Brasil com autorização de Moraes… o que ele chama de “ameaça à soberania”.
A reação do ministro Alexandre de Moraes foi imediata. Ele prometeu “responsabilizar todos os envolvidos”. A fala caiu como uma bomba no Congresso, acirrando a tensão entre Judiciário e Legislativo.
Dados da última pesquisa AtlasIntel mostram que 42% dos brasileiros consideram que o STF “extrapola” seus poderes, enquanto 37% acreditam que há perseguição política a opositores do governo.
A oposição aproveitou para cobrar limites ao Supremo, e o embate com Eduardo Bolsonaro virou munição política. O PL já prepara a defesa do deputado e promete mobilização popular contra o que chama de “perseguição judicial”.
Nos bastidores, o que se desenha é um confronto direto entre bolsonaristas e lulistas em torno da permanência de Eduardo no cargo. A base do governo quer levar a disputa ao Conselho de Ética, mas enfrenta resistência popular e forte apoio de grupos de direita.
Em meio ao embate, o Brasil segue dividido entre um STF cada vez mais protagonista e uma oposição que denuncia “autoritarismo togado”.
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