Categories: Política

Governo decide recuar e abrir debate sobre extinção da reserva nacional

Crédito: Tâmara Saré/Agência Pará

Após a polêmica que envolve a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), o governo recuou e determinou a paralisação de todos os procedimentos relativos à atividade de mineradoras na área localizada entre o Pará e o Amapá. Na prática, a decisão não revoga o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, mas suspende, por ora, a permissão para que a exploração mineral avance sobre a região amazônica.

Em nota divulgada na quinta-feira (31), o Ministério de Minas e Energia afirma que a decisão foi tomada pelo ministro Fernando Coelho Filho, após consultar Temer, que está em viagem à China. “A partir de agora o ministério dará início a um amplo debate com a sociedade sobre as alternativas para a proteção da região. Até propondo medidas de curto prazo que coíbam atividades ilegais em curso”, diz o texto.

Esse foi o primeiro recuo do governo em relação ao tema. No início da semana, o Palácio do Planalto reeditou o decreto, mas não mudou efetivamente nada do texto. A opinião era de que o debate sobre a Renca tem sido prejudicado por uma série de informações “equivocadas”, como a que dava a ideia de que as reservas ambientais da região seriam o alvo da mineração, quando isso já é proibido por lei e não era alvo do decreto inicial.

A pasta, no entanto, reconhece que a decisão foi tomada após as “legítimas manifestações da sociedade e a necessidade de esclarecer e discutir as condições que levaram à decisão de extinção da Renca”.

Prazo

Conforme a nota, em 120 dias, o ministério vai apresentar ao governo e à sociedade as conclusões do debate e as “eventuais medidas de promoção do seu desenvolvimento sustentável” para a região. Apesar da suspensão, o governo federal já dá sinais de que não vai desistir de levar projetos da área de mineração para a região. Diante dessa sinalização, entidades da sociedade civil pressionam para que o decreto seja completamente revogado.

Além dos protestos, a questão já se encontra na Justiça. Nesta semana, o juiz federal Rolando Spanholo, da 21ª Vara do Distrito Federal, suspendeu por liminar o decreto que extinguia a Renca. O PSOL também entrou também com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que a Corte reconheça a ilegalidade do decreto de Temer.

Fonte: Estadão Conteúdo

 

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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