
O desânimo já tomou conta da base de Jerônimo Rodrigues, que segue acumulando reclamações de aliados e resultados pífios no interior e capital do Estado. Deputados governistas admitem nos bastidores que “o governo não anda”, que as obras prometidas seguem paradas e que, mesmo com R$ 23 bilhões em empréstimos autorizados pela Assembleia, quase nada chegou às cidades que mais precisam.
O estopim foi a aprovação apressada de mais R$ 2 bilhões, sem quórum, como denunciou a oposição na ALBA… um movimento que intensificou a sensação de desordem e improviso. Até aliados próximos afirmam que falta entrega, falta agenda concreta e sobra viagem, deixando as demandas acumuladas nos gabinetes.
O desgaste ficou ainda mais evidente com a debandada de deputados da base para a oposição. A saída de Cafu Barreto (PSD) criou um efeito “psicológico devastador”, abrindo espaço para especulações sobre o futuro do senador Ângelo Coronel, que já dá sinais de incômodo e pode romper caso não seja contemplado na chapa governista.
Paralelamente, nomes como Raimundinho da JR (PL) já são cotados para desembarcar na oposição. A migração ganhou força com a entrada do ex-presidente da Assembleia, Nelson Leal (PP), no núcleo político de ACM Neto, onde tem sido tratado como “estrela”, segundo brincou Tiago Correia. A presença constante de líderes no escritório de Neto em Ondina indica articulação intensa para 2026… e é justamente esse movimento que tem assustado o Palácio.
A tensão aumentou quando Quinho Tigre (PSD), ex-prefeito de Belo Campo e muito ligado a Rui Costa, visitou ACM Neto. O gesto gerou interpretações variadas, incluindo a possibilidade de um “recado” do ex-governador para lembrar que ainda é decisivo no jogo político da Bahia. A própria corrida para indicar Otto Filho ao TCE, que pode reorganizar votos e lideranças no interior; virou fonte de apreensão entre aliados que acompanham o relógio com ansiedade.
No rastro desse caos, ACM Neto segue se consolidando como destino natural para quem cansou dos tropeços petistas e enxerga na oposição a única alternativa real de reorganização do Estado.
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