Em 2022, o Brasil enfrentou um aumento preocupante no trabalho infantil. Dados do IBGE mostram que cerca de 1,9 milhão de crianças e adolescentes entre 5 a 17 anos estavam inseridos nessa condição, o que representa 4,9% da população nessa faixa etária. Essa é uma inversão na tendência de queda observada desde 2016, quando o número era de 2,1 milhões, caindo para 1,8 milhão em 2019. A pesquisa aponta que, do total, 1,4 milhão estavam envolvidos em atividades econômicas e 467 mil em produção para consumo próprio.
A análise do IBGE, que segue as diretrizes da 20ª Conferência Internacional de Estatísticos do Trabalho, revela que a maior parte desses jovens trabalhadores tinha entre 16 e 17 anos, com 52,5% do total. As atividades econômicas incluem trabalho remunerado ou não, e a produção para consumo próprio abrange tarefas como cultivo, pesca, caça, entre outras. É importante ressaltar que nem todo trabalho realizado por pessoas dessa faixa etária é considerado trabalho infantil, conforme definições da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e critérios adotados pela PNAD Contínua.

Os números também mostram um aumento de 7,0% no trabalho infantil entre 2019 e 2022, e que a informalidade era especialmente alta entre os jovens de 16 e 17 anos. O estudo destaca ainda as diferenças de gênero e cor/raça entre as crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, além de enfatizar a menor frequência escolar entre esses jovens trabalhadores. A pesquisa serve como um alerta para a necessidade de ações voltadas à reversão dessa situação no país.
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