
Motoristas e entregadores por aplicativo voltaram a travar vias importantes de Salvador nesta semana em um protesto que começou na Avenida ACM e seguiu em direção ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), cobrando a redução do ICMS sobre os combustíveis. A categoria denuncia que o preço da gasolina no estado está entre os mais altos do país, pressionado por uma carga tributária que gira em torno de 25% a 30% sobre o litro, segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Em média, o litro já ultrapassa os R$ 6 em postos da capital, o que, na prática, corrói o ganho diário de quem depende do carro ou da moto para trabalhar, como mostram relatos de motoristas que afirmam gastar mais de R$ 150 por dia só com combustível.
Enquanto isso, o governador Jerônimo Rodrigues não se manifestou diretamente sobre o protesto e segue agenda no interior do estado, o que gerou ainda mais revolta entre os trabalhadores.
A paralisação chegou a bloquear trechos da Avenida Heitor Dias e causou congestionamentos em pontos estratégicos da cidade, evidenciando o impacto econômico da categoria e o tamanho da insatisfação.
Para os manifestantes, o ICMS elevado virou um dos principais entraves para quem tenta sobreviver rodando o dia inteiro, num cenário em que o custo sobe, mas as tarifas pagas pelos aplicativos seguem praticamente congeladas.
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